quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
[Nada de importante] Do Autor Pt. 42
Estou postando para agradecer aos que estão acompanhando a história, vejo isso pelos comentários, a enquete, que por sinal acabou muito bem, com um resultado melhor que eu esperava, e também vejo pelo contador de visitas. Ele é um pouco falho, é verdade, mas já é alguma coisa!
Gostaria de informar também que estou com um projeto de fazer e publicar um livro com esta história! Sim, sim um livro. =D. No principio era para ser apenas um conto, mas não pude conter meus pensamentos e quando me dei conta já tinha uma história complexa escrita em forma de rascunho. Ficou bom ao meu ver e ao ver de alguns amigos que mostrei (espero que eles não tenham mentido sobre isso!) e também já consegui um Paitrocinio para publicar o livro!
Também gostaria de agradecer aos que estão colaborando com a história, estão dando dicas. Gostaria de dizer que isso é muito valioso e espero que continuem dando suas opiniões! Vou citar os nomes em homenagem, mas espero que este número cresça! Eles deram dicas sobre que eu deveria dar mais detalhes e eu dei, sobre o desenrolar da história e sem essa ajuda eu acho que a história seria um fiasco! E também sobre os nomes dos personagens ( Que não foi aceito, mas por favor continue tentando!)
São eles: Jeremias (James), Fabrício (Inuki), Valdomiro (Valdson) e a Mona (Mona). Muito obrigado meus amigos! =D
Sobre a história: Acabou o segundo capítulo e posso dizer que agora a história começa de verdade. É, ela não vai ser crônicas sobre como viviam os internos da catedral. Sim, eles vão sair dela. Mas principalmente virá uma reviravolta nela! Não, não vou dizer o que é. Apenas me limito a dizer que, se você gostou da história até agora, vai gostar mais e, se não gostou, nos dê mais uma chance. Mas se é a primeira vez que você entra aqui, procuro o post: "[Comece por aqui] Início: Quem, o que e porque.", depois vá ao "Prólogo Pt. 1"
e bom divertimento!
Obrigado a todos, até os que cairam aqui sem nem saber por que e leram!
Beijos e Abraços até mais!
II - Combate e Catequese Pt. 2
- Como vai perdedor? - Provoca Eresir
- Meu rosto vai muito bem obrigado. - Responde Sebastien seguida de risadas entre os dois
- Bom dia meus queridos! - Cumprimenta Pai Giuseppe entrando na sala de visitas acompanhado por Fergussen e Dionisus. Todos os jovens estavam sentados no chão esperando por ele.
- Como foi a semana de combate e catequese?
- Foi muito divertida, pai, ainda ontem tivemos um combate entre Eresir e Sebastien! - Comenta um dos jovens.
- Muito bom, muito bom! - Responde entusiasmado o pai - E como foi o combate jovens? - Questiona Giuseppe a Eresir e Sebastien
- Eu venci! - Reponde os dois em uníssono seguidas de risadas somente entre os dos dois e um singelo sorriso de Fergussen interrompido assim que ele percebe que Dionisus olhou. O pai e os outros jovens ficam sem entender, mas também não se esforçam. Era de costume piadas internas entre os dois garotos devido a grande união entre eles. Pai Giuseppe muda de assunto e começa a conversar com outros jovens quando entra no recinto um dos guardas da catedral que não parece trazer boas noticias e pede discretamente para falar com Fergussen. Este sai de mansinho porém rápido para não atrapalhar a conversa. Sebastien e Eresir se entre olham. Pensaram na mesma coisa: Ir atras e saber qual a notícia trazia aquele guarda e ameaçam levantar-se, porém são surpreendidos por Dionisus que desde que o guarda chegou não tirara os olhos dos dois garotos. Ele fecha a cara como quem diz "Não mexam um dedo sequer!". Os garotos respondem com um sorriso amarelo como um pedido de descupas. Eles então tentam outras formas de descobrir o que está acontecendo e olham pela janela que está ao lado deles. Eles vêem, lá em baixo, Fergussen e o guarda que aponta para o outro lado da catedral, mas não há nada ali. Fergussen corre para dentro da casa novamente, ao mesmo tempo entra na sala dois guardas, enquanto um fala o outro vai fechando as janelas:
- Está um sol muito escaldante hoje, que tals se fizessemos essa conversa sob luz de velas, Pai? - Sugere o guarda segurando algumas velas. Pai tira o simpático sorriso que sempre carrega nos lábios e olha para as velas, olha para o guarda que já havia fechado metade das janelas, olha para Dionisus que faz um discreto de positivo com a cabeça. Então volta novamente com o seu sorriso, pede as velas e dirige aos jovens:
- Tudo bem por vocês, né crianças?
As crianças, como que automaticamente e Pai sabia que isso aconteceria, respondem alegremente:
- Sim, Pai! Apenas Eresir e Sebastien ficam em silêncio. A essa altura um guarda já havia fechado todas as cortinas e estava de pé ao lado do outro guarda. Esse cochicha algo no ouvido de Dionisus e saem os três da sala
- Com licença, Pai - pede Dionisus
- Vá com Deus, meu filho! - Responde alegremente Giuseppe.
Antes ainda de fechar a porta, já do lado de fora, Dionisus lança um último olhar ameaçador sobre os dois jovens. Ele sabia que não tinham conseguido enganar eles.
- Está acontecendo algo errado, Eresir! - Sussurra Sebastien
- E nós vamos descobrir o que é! - Completa Eresir - Finja que está com ânsia! - Ordena ainda ele
Sebastien coloca uma mão sobre a barriga, outra sobre a testa e faz cara de enjoo.
- Pai! Sebastien não está bem! - Alerta Eresir
- O que há com ele, Eresir? - Preucupa-se o pai
- Ele me disse que comeu uma lagarta inteira ainda hoje, acho que está fazendo efeito!
- Mas filho, acho que não querem nós fora dessa sala por enquanto!
Eresir da um toque em Sebastien que faz ele emitir som de quem está a pouco de regojitar
- O banheiro é logo ao lado, pai, e é grave!
Pai hesita. Ele sabia que, se os garotos saissem, eles não voltariam, porém ele também conhecia sua própria debilidade e restringir os garotos só causaria atrito. Achou melhor perder dois garotos do que todos e cedeu:
- Está bem! Mas sejam breves e não deixem que te vejam! - Disse em uma última esperança que eles estivessem falando a verdade.
Os dois correm para a porta sem olhar para trás até Eresir responder
- Em um minuto estaremos de volta! - Eles não voltariam.
Pai voltou seu velho e simpático sorriso para os outros jovens e continuaram a conversar.
- O que pode ser, Sebastien? - Questionou Eresir correndo pelos corredores acompahando Sebastien.
- Não sei, mas vamos descobrir agora!
Quando chegaram na porta do saguão viram, meio ao longe, Fergussen empunhando uma espada, Dionisus mais atrás segurando uma bíblia e mais 3 guardas com arcos e flechas apontando para um intruso de armadura completamente negra.
- Um intruso! - Exclamou Eresir
- O que será que ele quer? - Perguntou Sebastien
- Não sei, mas não tem chances contra o mestre! - Ambos sorriem positivamente como se prevessem o final da batalha.
Eles começam a lutar. os guardas atiram as flechas, mas o intruso continua em pé. Dionisus estende a mão em direção ao intruso e começa a ler trechos da bíblia, como se exorcisasse o guereiro que faz uma bela luta contra Fergussen. Os guardas empunham mais uma flecha e juntos novamente atiram os dardos ao mesmo tempo sempre na altura do ombro. Dessa vez o guerreiro fraqueja dobrando os joelhos. Fergussen tenta se aproveitar da situação e solta um golpe de espada visando o pescoço do intruso, mas ele consegue se defender e empurra o peito de Fergussen com os pés que cai sentado no chão. Sebastien e Eresir arrepiam-se e sentem como se eles tivessem levado o golpe. Um medo invadiu o ser daqueles garotos. Medo de que, se Fergussen não podia com aquele malfeitor, ninguém num raio de quilômetros poderia com ele. Este não era o primeiro invasor da catedral, vários ladrões já haviam tentado saqueá-la, mas quando não era os guardas que tomavam conta, Fergussen acabava com a raça deles em poucos golpes. Não era o que parecia estar acontecendo naquela luta. O guerreiro desconhecido vira-se e acerta um golpe fazendo a espada de lança e cravando sobre o abdômem de um dos arqueiros que vem a falecer na hora. Os outro correm uns passo mais para trás para fugir do alcance da espada. Dionisus fraqueja muito nas palavras e após esse golpe resolve sair de perto fugindo em direção ao saguão. Ele estava lá apenas para fazer pressão psicológica ao adversário, mas vendo que não fazia nenhum efeito e não valeria morrer por aquilo ele fez uma escolha inteligente. Fergussen levanta sorrateiramente, porém rápido, e tenta mais um golpe por trás visando o pescoço do adversário, mas ele é muito rápido e consegue defender com a espada novamente. Fergussen parece não acreditar no que vê. Como alguém pode ser tão rápido? O guerreiro se prepara para um golpe mortal em Fergussen quando uma flecha atravessa seu peito e outra sua testa. Ele ainda tem tempo de encarar Fergussen com os olhos vermelhos como chamas até começar a desintegrar-se à pó dos pés à cabeça restando no chão apenas a armadura. O pó em que o guerreiro se transformara se junta no ar e voam para fora dos muros da catedral. Fergussen acompanha o pó até sumir de visão então abaixa-se para tocar a armadura e vê que é apenas cinzas agrupadas.
- Perdemos dois homens. - Lamenta o mestre. - Vocês têm certeza que ele não estava acompanhado? - Pergunta aos outros guardas.
- Sim senhor! Vimos quando ele atravessou o muro em um só salto e matou Liomin, que descanse em paz. - Então os três fazem o sinal-da-cruz.
- Vamos prestar as devidas homenagens aos dois guardas, mas quero vocês para irem à cidade trazer mais guardas para essa noite, o quanto conseguirem. Digam que é ordem expressa minha. Esses guerreiros, ou seja lá o que forem, são extremamente fortes. Sozinho eu não resistiria muito a ele. Agora vão. Ninguém pode saber o que aconteceu aqui. Se perguntarem diga que é suspeita de investida de bárbaros.
- Sim senhor! - Prontificaram os guardas e saíram em direção à cidade mais próxima.
Fergussen se abaixou para analisar mais uma vez as cinzas em forma de armadura. O vento já tinha desfigurado um pouco, mas ainda estavam ali. Então se aproxima Dionisus com Eresir e Sebastien carregando nos braços:
- Este são seus melhores guerreiros, Mon? Não podem obedecer uma simples regra, imagine lutar ao seu lado!
Fergussen fica mais alguns segundos sem tirar os olhos das cinzas num profundo pensamento mas ainda sim sóbrio sobre o que estava acontecendo.
- A quanto tempo vocês estão aí, jovens? - Perguntou virando lentamente o pescoço.
- Vimos toda a batalha, mestre, e confesso que ficamos com medo. - Respondeu Sebastien
- Fergussen fechou a cara e olhou profundamente nos olhos de Sebastien:
- Esse é o nosso segredo, certo? Ninguém pode saber desse ocorrido. Não queremos causar o caos. Entendido, garotos?
O medo novamente correu as veias dos dois e o máximo que conseguiram foi responder "sim" com a cabeça em movimentos rápidos.
- Faremos uma solenidade em homenagem aos mortos e depois disso eu quero que vocês entrem no quarto e só saiam de lá na segunda ordem. Vocês entenderam? - Apesar da voz estar mais amena que da primeira vez o medo foi o mesmo e a resposta também. Fergussen, no fundo também estava com medo. Ele tinha em mente que se aparecessem 2 daqueles homens juntos, aquela Catedral ia as ruínas. Desde o momento em que aquele homem caiu Fergussen não parava de pedir a Deus que nunca mais visse alguém vestido com aquela armadura. [Fim do Capítulo II]
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
II - Combate e Catequese Pt. 1
Era sábado e dia de aulas de combate. Os Jovens se preparavam para a aula vestindo roupas leves e largas e sapatilhas tudo nas cores bege.
- Hoje você não escapa! - Disse um dos jovens a Sebastien - Tomará um tombo épico!
- Ha! - Desdenhou Sebastien - Você sabe que nem em 2 vidas conseguiria me derrubar em um combate, Eresir! - Disse Com um sarcástico sorriso no rosto. Eresir Não gostou nem um pouco das palavras de Sebastien, fechou a cara e murmurou:
- Isso é o que veremos!
- Em pé, meus jovens! - Ordenou Mon Fergussen - Começaremos com o aquecimento. Por favor, apoiem-se em seu colega do lado.
Eresir apoiou-se em Sebastien e vice-versa. Eles trocaram olhares: Eresir com a cara fechada e Sebastien com um sorriso sarcastico, que fazia alimentar a raiva de Eresir. Durante todo o treinamento foi assim, a mesma troca de olhares. Ao final de 2 horas de técnicas Fergussen, a fim de descontrair, chamou os garotos para formarem um roda e incentivou a se desafiarem em uma luta justa, sem armas.
- Eu desafio Sebastien! - Desesperou-se Eresir
Mon Fergussen olhou para Eresir e viu que ele estava realmente querendo vencer Sebastien. Olhou para Sebastien e viu que ele estava tranquilo quanto ao resultado daquele combate..
- Você aceita o desafio, Sebastien? - Perguntou Fergussen
- Sim, Mestre, eu aceito o desafio!
Os dois entraram no meio da roda. Todos os garotos se animaram com o duelo, eram os melhores lutadores da turma frente a frente. Sebastien sempre sarcástico e Eresir sempre apreensivo.
- Será uma luta justa e quem derrubar o oponente duas vezes vence. Não é permitido acertar partes sensíveis do corpo. Cumprimentem-se e bom combate.
Os dois juntaram os pés, juntaram as mãos em frente ao peito e curvaram-se um para o outro. Sebastien demorou um pouco mais para fechar os olhos enquanto se curvava, mas quando percebeu que Eresir já havia fechado, ele fechou também. Quando abriu, Eresir estava a menos de um segundo de acertá-lo. Mon Fergussen não permitiria tal ato, era para ser uma luta justa, mas ele não se interviu já que Sebastien se esquivou muito bem e parar o combate agora só estragaria com o espetáculo. Eresir se desequilibrou e quase foi ao chão. Não esperava tanta astúcia de Sebastien que permaneceu em guarda esperando Eresir se virar para o combate. Eresir, no entanto, não hesitou e virou agarrando Sebastien pelos ombros e chutando sua panturrilha que levantou sua perna e desequilibrou. Sebastien, por destreza e um pouco de sorte, ainda conseguiu cair em posição de flexão, sem encostar o corpo no chão, mas Eresir não pensou duas vezes antes de chutar o torso de Sebastien que, com a dor, caiu no chão. Os garotos vibraram.
- Sebastien, você está bem? - Perguntou o mestre.
Sebastien se levantou ainda com a mão sobre seu torso. Limpou a terra que estava em seu rosto. Aquele sorriso sarcástico havia sumido, tinha dado lugar à uma cara menos amigável, totalmente fechada e com dentes rangendo sem tirar os olhos do seu oponente. Eresir se sentiu desconfortável, mas logo fechou a cara também e continuou encarando Sebastien.
- Está tudo bem, mestre. - Respondeu Sebastien
- Ok, Vantagem para Eresir. Segue a luta.
Tão logo quanto Fergussen terminou a palavra "luta" Sebastien partiu pra cima de seu adversário e agarrou-o pelo colarinho. Eresir assustado segurou os punhos de Sebastien na tentativa de de solta-lo, porém inutilmente. Sebastien com toda sua força joga Eresir para o lado. Eresir sai tentando se equilibrar andando e batendo as mãos no chão, porém não cai. A raiva de Sebastien aumenta e ele parte novamente para tentar agarrar seu adversário, mas dessa vez Eresir tem mais tempo para pensar e antes que Sebastien consiga agarra-lo ele segura as mãos de Sebastien e joga-as para o lado fazendo os dois baterem ombro a ombro. Eles ficam um segundo se encarando até que Sebastien solta todo seu peso em cima de Eresir que finalmente cai sentado. A platéia vibra novamente.
- Empate. Voltem a posição inicial e recomecem a luta.
Eles voltaram a posição inicial, em guarda, mas hesitaram em atacar um ao outro. Ficaram se encarando ofegantes. Era o último round e quem ganhasse sairia vitorioso. Todos em volta ficaram atentos. Fez-se um silêncio. Alguns esticavam o pescoço, cruzavam os dedos, mas todos apreensivos. Sebastien nunca havia perdido um luta, não contra Eresir, mas via sua reputação ameaçada naquela tarde. Ele deu um passo pra frente e esperou a reação de Eresir, que continuou apreensivo e em guarda. Sebastien deu outro passo pra frente. Os outros garotos arregalaram os olhos e ficavam mais apreensivo a cada movimento dos combatentes. Eresir, então, deu um sorriso sarcástico para Sebastien, o sulficiente para provocá-lo. Sebastien fecha a cara e parte para cima do oponente. Eresir, por sua vez, segura os braços de Sebastien antes q ele pudesse segura-lo e os dois ficam em um impasse. Um segurando o braço do outro e tentando derrubar e dessa vez não seria possível soltar o peso do corpo devido uma distância entre eles. Os espectadores se dividem, uns começam a gritar "Eresir" enquanto outros gritam "Sebastien!". Fergussen olha aquilo e dá uma risada para ele mesmo. Ele gosta do que vê.
- Você... Não... Vai... Vencer! - Diz Sebastien com dificuldades devido a força que faz.
- Ora... Quem é... O nervosinho... E quem é... O Sarcástico... Agora? - Lembrou Eresir ainda sorrindo.
Sebastien esbraveja e numa jogada de inteligência faz toda força que consegue contra Eresir que responde na mesma intensidade para não cair. Sebastien então tira toda sua força abruptamente e dá um passo pro lado. Eresir se desequilibra e vai pra frente e antes que pudesse pensar em retomar o equilíbrio Sebastien o empurra pelas costas com o pé, fazendo seu adversário ir de cara no chão, sem ter tempo de colocar as mãos na frente.
A platéia faz um coro de aflição seguido de agitação e palmas para Sebastien. Ele por sua vez num ato de bondade foi ajudar seu oponente a se levantar.
- Eu venci! Ehehe! - murmura baixinho Eresir
- O que disse, Eresir? - Questiona Sebastien
Eresir, com a cara machucada, cheia de terra, com apenas um olho aberto e apoiado no ombro de Sebastien dá um sorriso e repete:
- Eu venci!
- Você não venceu. Eu venci! Eu te derrubei duas vezes!
Eresir levanta o dedo indicador e balança em sinal de "não" e repete:
- Não Sebastien, eu venci. Você perdeu.
Sebastien sem entender nada e achando que o tombo afetou de alguma forma a cabeça de seu amigo esbraveja:
- Não Eresir! Eu venci! O combate terminou 2x1 para mim!
- Exatamente, Sebastien. 2x1! Você disse que nem em 2 vidas eu te derrubaria em um combate. Eu venci! - Explica Eresir seguido de gargalhadas.
Fergussen se aproxima para amparar o combatente ferido pegando-o no ombro para leva-lo aos devidos cuidados, vira-se para Sebastien que ainda não havia se recuperado da flecha lançada pelas palavras de Eresir e diz:
- Acho que além de um combate você também ganhou uma preciosa lição hoje, não Sebastien?
Sebastien olha para o mestre mas não pode responde-lo tamanho foi o impacto. Sobre os ombros de Fergussen que o leva para a enfermaria, o debilitado Eresir ainda olha para Sebastien e completa:
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
A Catedral de São Sebastião Pt. 3
- Não, Mon Dionisus, você sabe que ele é o escolhido e ele tem que se acostumar com isso desde cedo.
- O escolhido? – questionou Dionisus – mas por que ele, em meio a tantos jovens que treinas, Mon?
- Ele tem um espírito e uma áurea diferente dos demais, além disso o modo como chegou aqui mostra isso.
- O modo como chegou? Carregado por...
- Nós sabemos como ele chegou! – Interrompeu Fergussen – E só nós sabemos. Por favor, mantenha isso em segredo! - Mon Dionisus pareceu não gostar daquela ordem, mas obedeceu. Os dois se encararam por alguns segundos quando o próprio Dionisus quebrou o silêncio.
- Creio que sabe o que está fazendo, Mon. – Disse em sinal de respeito.
- Sim, Dionisus – respondeu Fergussen – Eu não sei o que está acontecendo, você nunca fora de duvidar de mim assim como eu sempre confiei em você!
- Desculpe, Mon! – disse Dionisus deveras envergonhado
- Ora, claro! Venha cá, dê-me um abraço, irmão.
Eles tiveram um rápido abraço não muito afetuoso como costumava ser anos atrás. Visivelmente algum empecilho atrapalhava a relação dos dois que já havia sido muito harmoniosa e Fergussen temia que fosse o garoto. Eles caminharam para lado opostos. Fergussen foi se preparar para dar as aulas de combate e Dionisus foi em direção as escadas que levavam aos quartos. Terças, quintas e sábados os jovens da catedral tinham aulas de combate com Mon Fergussen. Segundas, quartas e sextas tinham catequese com Mon Dionisus. Domingos de manha era dia de visita ao Bispo, o responsável supremo da catedral. Era um senhor muito velho o qual chamavam de Pai Giuseppe. Este muito debilitado não saia de seu quarto, por isso havia dividido a responsabilidade igualmente aos homens que mais confiava: os próprios Fergussen e Dionisus, aquele que tem a sabedoria e aquele que tem o conhecimento. E tinha sido uma sábia e harmoniosa escolha até então. [Fim do Capítulo I]
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
A Catedral de São Sebastião Pt. 2
Era uma manhã qualquer e Mon Fergussen estava indo à fonte para se refrescar carregando uma toalha nos ombros, fazia calor. Ele agachou-se, pegou um pouco de água nas mãos e jogou no rosto e nuca, pegou a toalha e enxugou o rosto. Então se sentou à beira da fonte e viu que Sebastien brincava e pulava um pouco a frente. Sebastien era um garoto imperativo e muito inteligente. Entre a catequese e as aulas de luta gostava de correr e pular pela imensidão da catedral apesar de Fergussen proibir inúmeros lugares que ele possa ir. Prestando um pouco mais de atenção Fergussen viu que ele estava brincando com uma lagarta. Dizia coisas e pulava em volta dela. Fergussen ficou parado olhando, tentando entender o que fazia Sebastien. Então em um certo momento Sebastien pega uma pedra e ataca a lagarta, esta vindo a falecer na hora.
- Sebastien! – Grita o mestre em tom que não parecia estar nem um pouco feliz com a situação. Sebastien não havia percebido que o mestre o assistia e se assustara com o grito, olhou pra trás e foi caminhando com a cabeça baixa em direção ao mestre. Fergussen se levanta e quando o jovem se aproxima ele se agacha para poder olha-lo nos olhos.
- Sebastien, por que fez isso? – perguntou o mestre com voz amena
- Eu estava brincando com ela – respondeu o garoto sem olhar o mestre nos olhos.
- Sebastien, você não tinha o direito de tirar a vida daquela lagarta por uma brincadeira. Tirar a vida de inocentes não é uma coisa que guerreiros façam. Guerreiros lutam pela justiça não pela devastação. Você tem que saber pelo que você luta e não é pela devastação de todo ser vivo. Lutar sem uma razão ou pela devastação é mostrar-se vazio por dentro como um vaso de barro com paredes finas que a cada vida arrancada abre uma nova rachadura. Uma hora irá quebrar. Filho, você luta pela justiça e pela vida. Prometa-me que nunca mais fará isso. -
Aquelas palavras atravessaram o coração de Sebastien como uma flecha ardendo em fogo. Tinha um nó em sua garganta e não conseguiu responder na primeira tentativa. Engoliu a seco e tentou novamente.
- Eu prometo, mestre.
- Olhe para mim, filho. – Disse o mestre erguendo o queixo de Sebastien
- Você vai se tornar um grande guerreiro e proteger a todos nós um dia. Só depende de você. – O garoto esboçou um sorriso. – Agora vá se preparar que a aula de luta já vai começar. – O garoto saiu correndo sem olhar para trás.
O mestre ficara feliz, sabia que havia acrescentado algo importante para o garoto.
- Não acha o garoto muito novo para tais palavras, Mon? – disse uma voz atrás de Fergussen. [Continua]sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
A Catedral de São Sebastião Pt. 1
“Se não lutar pela sua vida, lutará pela sua morte.”
Mon Fergussen
I – A Catedral de São Sebastião
Em meio a um lindo campo ao leito de um lago com pequenas cachoeiras repousava a Catedral de São Sebastião. Era um canto muito calmo e tranqüilo onde viviam alguns sacerdotes e monges. A Catedral em si era magnífica. Era linda nos mínimos detalhes. Tinha uma fortificação em torno dela. Era erguida em pedra com uma gigantesca cruz no alto em cima da torre do sino. Cada pequena pedra foi colocada com o máximo cuidado e rigor para que ficasse perfeita. Internamente era mais bonita ainda. Imensa, cheio de ícones e estátuas simbolizando a crucificação de Jesus, um tapete vermelho que levava desde a entrada até o altar. Ah, o altar. Uma mesa no meio que cabiam, pelo menos, 12 pessoas de frente para os fiéis, toda dourada com detalhes nas sustentações, cadeiras de mogno e almofadas vermelhas, uma maior no meio. No centro da mesa um grande cálice de ouro com pedras em torno de sua boca todo detalhado, simbolizando o santo graal. Uma estátua em escala 2:1 de cristo crucificado, com todo o sofrimento e a coroa de espinhos. Enfim, um monumento.
Em meio a tanta beleza vivia Sebastien e seu mestre Demetrius Fergussen. Sebastien era um garoto novo, havia 10 anos que chegara à catedral e Mon Fergussen havia se responsabilizado para dar os ensinamentos da Igreja ao garoto e ensina-lo técnicas de combate para que, um dia, viesse a se tornar um guerreiro de Deus para proteger a catedral como os muitos outros monges que viviam ali, mas Fergussen sentia que aquele garoto era especial, devido à maneira misteriosa de como chegara à catedral. [Continua]
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Prólogo Pt. 2
Não durou mais de uma hora a morte de aproximadamente 200 pessoas. Quando olharam em volta e viram que não havia nenhuma outra alma em pé urraram como leões o exército negro, levantando suas armas, em comemoração. Surge então a figura de um homem alto com as vestimentas do exercito, mas em armadura mais imponente, com uma grande capa toda na cor da morte em cima de um trono que mais parecia uma cama, todo detalhado com figuras como caveiras, panteras, dragões, carregado por doze homens. Ele levanta apenas as mãos e os homens param imediatamente. O homem imponente levanta-se e todos os outros homens, exceto os que carregavam o trono, ajoelham-se. Ele chama por um de seus guerreiros por um nome incompreensível e este se levanta. O aparente líder faz uma pergunta com palavras que não conseguiríamos repetir para este guerreiro em pé. O guerreiro olha em volta, só vê chamas e ruínas e faz sinal de positivo com a cabeça. O homem imponente senta-se novamente e estala os dedos. Os homens que o carregam, imediatamente, dão meia volta e o leva para a direção que vieram. O guerreiro e as cavalarias o seguem. Em meio àquela escuridão eles desaparecem da mesma maneira que surgiram: como assombrações infernais. Nenhum ser vivo restou, nenhum bem e nenhuma construção. Apenas ruínas, sangue e brasa no chão e esta última não demorou muito para ser engolida pela noite. [ Fim do Prólogo]
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
[Comece por aqui] Início: Quem, o que e por quê.
Olá, sou Elton Paes, 18 anos, natural de Sorocaba-SP. Resolvi criar esse blog para poder compartilhar minhas idéias, não sobre o mundo ou sobre a vida, mas uma história. Bom talvez realmente tenha sobre o mundo e sobre a vida, mas é uma história. Tento passar minhas idéias atraves dela.
O quê?:
A história basea-se na idade média, basicamente nos tempos das cruzadas.
Bom, quem tem um pouco de conhecimento sabe como foram as cruzadas. Uma grande chacina para a posse da "Terra Santa" e para provar qual Crença estava certa. Na minha opinião uma grande bobagem. Não vou relatar uma história sobre os cruzados e tentar mostrar quem estava certo. A visão de cruzado que quero mostrar é outra. É um cruzado que não tenta atravessar o continente para proteger a terra santa, mas atravessar sua mente para encontrar a paz. Alguém que em meio a tanto sangue e tanta pressão, só quer sair de tudo aquilo e ter uma vida normal.
Mas... Por quê?
Bom, Primeiro porque eu quis. Segundo por que temos um projeto de um banda com músicas que vai contar a história de nosso cruzado. Já temos duas prontas que vocês podem conferir aqui: http://rapidshare.com/files/686
e aqui: http://www.youtube.com/watch?v=EskqSX6mr30&e
(Talvez tenhamos que ensaiar mais, porém o que vale é a intenção! Eheh.)
Espero realmente que gostem. Se não gostarem tudo bem, pelo menos vai me servir para me por em meu lugar e para de inventar baboseiras. Obrigado e boa leitura! :)
Prólogo Pt. 1
ELTON PAES
A CRUZADA
"Pai, perdoe aqueles que acham que não sei o que faço, pois eles não sabem o que dizem."
Gothe Wengenssen
Prólogo:
A noite era escura e silenciosa, podia-se ouvir o vento cantando por entre as folhas ao longe, algumas poucas tochas iluminavam a noite no vilarejo Nanzur. Tudo parecia calmo e tranqüilo, mas sempre há o silencio que precede a tempestade. Ouve-se então rebuliços de cavalos e passos firmes e pesados de uma multidão, um exército nem um pouco amigável aproximava-se. A cidade levanta-se e alguns saem de suas casas para ver, outros apenas observam pela janela. Azar de quem optou por sair de suas casas. A essa altura os cavalos já estavam muito próximos e começaram a chacina por estes. Azar também de quem resolveu se trancar em casa, pois as flechas incandescentes, ao tocar a palha dos telhados, faziam incêndios em minutos. Azar de quem estava naquele vilarejo. [Continua]
