Um dia depois, na visita ao Pai Giuseppe, os jovens se reencontram, dessa vez sem ressentimentos um ao outro. Se cumprimentam em estado amistoso.
- Como vai perdedor? - Provoca Eresir
- Meu rosto vai muito bem obrigado. - Responde Sebastien seguida de risadas entre os dois
- Bom dia meus queridos! - Cumprimenta Pai Giuseppe entrando na sala de visitas acompanhado por Fergussen e Dionisus. Todos os jovens estavam sentados no chão esperando por ele.
- Como foi a semana de combate e catequese?
- Foi muito divertida, pai, ainda ontem tivemos um combate entre Eresir e Sebastien! - Comenta um dos jovens.
- Muito bom, muito bom! - Responde entusiasmado o pai - E como foi o combate jovens? - Questiona Giuseppe a Eresir e Sebastien
- Eu venci! - Reponde os dois em uníssono seguidas de risadas somente entre os dos dois e um singelo sorriso de Fergussen interrompido assim que ele percebe que Dionisus olhou. O pai e os outros jovens ficam sem entender, mas também não se esforçam. Era de costume piadas internas entre os dois garotos devido a grande união entre eles. Pai Giuseppe muda de assunto e começa a conversar com outros jovens quando entra no recinto um dos guardas da catedral que não parece trazer boas noticias e pede discretamente para falar com Fergussen. Este sai de mansinho porém rápido para não atrapalhar a conversa. Sebastien e Eresir se entre olham. Pensaram na mesma coisa: Ir atras e saber qual a notícia trazia aquele guarda e ameaçam levantar-se, porém são surpreendidos por Dionisus que desde que o guarda chegou não tirara os olhos dos dois garotos. Ele fecha a cara como quem diz "Não mexam um dedo sequer!". Os garotos respondem com um sorriso amarelo como um pedido de descupas. Eles então tentam outras formas de descobrir o que está acontecendo e olham pela janela que está ao lado deles. Eles vêem, lá em baixo, Fergussen e o guarda que aponta para o outro lado da catedral, mas não há nada ali. Fergussen corre para dentro da casa novamente, ao mesmo tempo entra na sala dois guardas, enquanto um fala o outro vai fechando as janelas:
- Está um sol muito escaldante hoje, que tals se fizessemos essa conversa sob luz de velas, Pai? - Sugere o guarda segurando algumas velas. Pai tira o simpático sorriso que sempre carrega nos lábios e olha para as velas, olha para o guarda que já havia fechado metade das janelas, olha para Dionisus que faz um discreto de positivo com a cabeça. Então volta novamente com o seu sorriso, pede as velas e dirige aos jovens:
- Tudo bem por vocês, né crianças?
As crianças, como que automaticamente e Pai sabia que isso aconteceria, respondem alegremente:
- Sim, Pai! Apenas Eresir e Sebastien ficam em silêncio. A essa altura um guarda já havia fechado todas as cortinas e estava de pé ao lado do outro guarda. Esse cochicha algo no ouvido de Dionisus e saem os três da sala
- Com licença, Pai - pede Dionisus
- Vá com Deus, meu filho! - Responde alegremente Giuseppe.
Antes ainda de fechar a porta, já do lado de fora, Dionisus lança um último olhar ameaçador sobre os dois jovens. Ele sabia que não tinham conseguido enganar eles.
- Está acontecendo algo errado, Eresir! - Sussurra Sebastien
- E nós vamos descobrir o que é! - Completa Eresir - Finja que está com ânsia! - Ordena ainda ele
Sebastien coloca uma mão sobre a barriga, outra sobre a testa e faz cara de enjoo.
- Pai! Sebastien não está bem! - Alerta Eresir
- O que há com ele, Eresir? - Preucupa-se o pai
- Ele me disse que comeu uma lagarta inteira ainda hoje, acho que está fazendo efeito!
- Mas filho, acho que não querem nós fora dessa sala por enquanto!
Eresir da um toque em Sebastien que faz ele emitir som de quem está a pouco de regojitar
- O banheiro é logo ao lado, pai, e é grave!
Pai hesita. Ele sabia que, se os garotos saissem, eles não voltariam, porém ele também conhecia sua própria debilidade e restringir os garotos só causaria atrito. Achou melhor perder dois garotos do que todos e cedeu:
- Está bem! Mas sejam breves e não deixem que te vejam! - Disse em uma última esperança que eles estivessem falando a verdade.
Os dois correm para a porta sem olhar para trás até Eresir responder
- Em um minuto estaremos de volta! - Eles não voltariam.
Pai voltou seu velho e simpático sorriso para os outros jovens e continuaram a conversar.
- O que pode ser, Sebastien? - Questionou Eresir correndo pelos corredores acompahando Sebastien.
- Não sei, mas vamos descobrir agora!
Quando chegaram na porta do saguão viram, meio ao longe, Fergussen empunhando uma espada, Dionisus mais atrás segurando uma bíblia e mais 3 guardas com arcos e flechas apontando para um intruso de armadura completamente negra.
- Um intruso! - Exclamou Eresir
- O que será que ele quer? - Perguntou Sebastien
- Não sei, mas não tem chances contra o mestre! - Ambos sorriem positivamente como se prevessem o final da batalha.
Eles começam a lutar. os guardas atiram as flechas, mas o intruso continua em pé. Dionisus estende a mão em direção ao intruso e começa a ler trechos da bíblia, como se exorcisasse o guereiro que faz uma bela luta contra Fergussen. Os guardas empunham mais uma flecha e juntos novamente atiram os dardos ao mesmo tempo sempre na altura do ombro. Dessa vez o guerreiro fraqueja dobrando os joelhos. Fergussen tenta se aproveitar da situação e solta um golpe de espada visando o pescoço do intruso, mas ele consegue se defender e empurra o peito de Fergussen com os pés que cai sentado no chão. Sebastien e Eresir arrepiam-se e sentem como se eles tivessem levado o golpe. Um medo invadiu o ser daqueles garotos. Medo de que, se Fergussen não podia com aquele malfeitor, ninguém num raio de quilômetros poderia com ele. Este não era o primeiro invasor da catedral, vários ladrões já haviam tentado saqueá-la, mas quando não era os guardas que tomavam conta, Fergussen acabava com a raça deles em poucos golpes. Não era o que parecia estar acontecendo naquela luta. O guerreiro desconhecido vira-se e acerta um golpe fazendo a espada de lança e cravando sobre o abdômem de um dos arqueiros que vem a falecer na hora. Os outro correm uns passo mais para trás para fugir do alcance da espada. Dionisus fraqueja muito nas palavras e após esse golpe resolve sair de perto fugindo em direção ao saguão. Ele estava lá apenas para fazer pressão psicológica ao adversário, mas vendo que não fazia nenhum efeito e não valeria morrer por aquilo ele fez uma escolha inteligente. Fergussen levanta sorrateiramente, porém rápido, e tenta mais um golpe por trás visando o pescoço do adversário, mas ele é muito rápido e consegue defender com a espada novamente. Fergussen parece não acreditar no que vê. Como alguém pode ser tão rápido? O guerreiro se prepara para um golpe mortal em Fergussen quando uma flecha atravessa seu peito e outra sua testa. Ele ainda tem tempo de encarar Fergussen com os olhos vermelhos como chamas até começar a desintegrar-se à pó dos pés à cabeça restando no chão apenas a armadura. O pó em que o guerreiro se transformara se junta no ar e voam para fora dos muros da catedral. Fergussen acompanha o pó até sumir de visão então abaixa-se para tocar a armadura e vê que é apenas cinzas agrupadas.
- Perdemos dois homens. - Lamenta o mestre. - Vocês têm certeza que ele não estava acompanhado? - Pergunta aos outros guardas.
- Sim senhor! Vimos quando ele atravessou o muro em um só salto e matou Liomin, que descanse em paz. - Então os três fazem o sinal-da-cruz.
- Vamos prestar as devidas homenagens aos dois guardas, mas quero vocês para irem à cidade trazer mais guardas para essa noite, o quanto conseguirem. Digam que é ordem expressa minha. Esses guerreiros, ou seja lá o que forem, são extremamente fortes. Sozinho eu não resistiria muito a ele. Agora vão. Ninguém pode saber o que aconteceu aqui. Se perguntarem diga que é suspeita de investida de bárbaros.
- Sim senhor! - Prontificaram os guardas e saíram em direção à cidade mais próxima.
Fergussen se abaixou para analisar mais uma vez as cinzas em forma de armadura. O vento já tinha desfigurado um pouco, mas ainda estavam ali. Então se aproxima Dionisus com Eresir e Sebastien carregando nos braços:
- Este são seus melhores guerreiros, Mon? Não podem obedecer uma simples regra, imagine lutar ao seu lado!
Fergussen fica mais alguns segundos sem tirar os olhos das cinzas num profundo pensamento mas ainda sim sóbrio sobre o que estava acontecendo.
- A quanto tempo vocês estão aí, jovens? - Perguntou virando lentamente o pescoço.
- Vimos toda a batalha, mestre, e confesso que ficamos com medo. - Respondeu Sebastien
- Fergussen fechou a cara e olhou profundamente nos olhos de Sebastien:
- Esse é o nosso segredo, certo? Ninguém pode saber desse ocorrido. Não queremos causar o caos. Entendido, garotos?
O medo novamente correu as veias dos dois e o máximo que conseguiram foi responder "sim" com a cabeça em movimentos rápidos.
- Faremos uma solenidade em homenagem aos mortos e depois disso eu quero que vocês entrem no quarto e só saiam de lá na segunda ordem. Vocês entenderam? - Apesar da voz estar mais amena que da primeira vez o medo foi o mesmo e a resposta também. Fergussen, no fundo também estava com medo. Ele tinha em mente que se aparecessem 2 daqueles homens juntos, aquela Catedral ia as ruínas. Desde o momento em que aquele homem caiu Fergussen não parava de pedir a Deus que nunca mais visse alguém vestido com aquela armadura. [Fim do Capítulo II]
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ql o nome do outro quarda q morreu???
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