terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A Catedral de São Sebastião Pt. 2

Era uma manhã qualquer e Mon Fergussen estava indo à fonte para se refrescar carregando uma toalha nos ombros, fazia calor. Ele agachou-se, pegou um pouco de água nas mãos e jogou no rosto e nuca, pegou a toalha e enxugou o rosto. Então se sentou à beira da fonte e viu que Sebastien brincava e pulava um pouco a frente. Sebastien era um garoto imperativo e muito inteligente. Entre a catequese e as aulas de luta gostava de correr e pular pela imensidão da catedral apesar de Fergussen proibir inúmeros lugares que ele possa ir. Prestando um pouco mais de atenção Fergussen viu que ele estava brincando com uma lagarta. Dizia coisas e pulava em volta dela. Fergussen ficou parado olhando, tentando entender o que fazia Sebastien. Então em um certo momento Sebastien pega uma pedra e ataca a lagarta, esta vindo a falecer na hora.

- Sebastien! – Grita o mestre em tom que não parecia estar nem um pouco feliz com a situação. Sebastien não havia percebido que o mestre o assistia e se assustara com o grito, olhou pra trás e foi caminhando com a cabeça baixa em direção ao mestre. Fergussen se levanta e quando o jovem se aproxima ele se agacha para poder olha-lo nos olhos.

- Sebastien, por que fez isso? – perguntou o mestre com voz amena

- Eu estava brincando com ela – respondeu o garoto sem olhar o mestre nos olhos.

- Sebastien, você não tinha o direito de tirar a vida daquela lagarta por uma brincadeira. Tirar a vida de inocentes não é uma coisa que guerreiros façam. Guerreiros lutam pela justiça não pela devastação. Você tem que saber pelo que você luta e não é pela devastação de todo ser vivo. Lutar sem uma razão ou pela devastação é mostrar-se vazio por dentro como um vaso de barro com paredes finas que a cada vida arrancada abre uma nova rachadura. Uma hora irá quebrar. Filho, você luta pela justiça e pela vida. Prometa-me que nunca mais fará isso. -

Aquelas palavras atravessaram o coração de Sebastien como uma flecha ardendo em fogo. Tinha um nó em sua garganta e não conseguiu responder na primeira tentativa. Engoliu a seco e tentou novamente.

- Eu prometo, mestre.

- Olhe para mim, filho. – Disse o mestre erguendo o queixo de Sebastien

- Você vai se tornar um grande guerreiro e proteger a todos nós um dia. Só depende de você. – O garoto esboçou um sorriso. – Agora vá se preparar que a aula de luta já vai começar. – O garoto saiu correndo sem olhar para trás.

O mestre ficara feliz, sabia que havia acrescentado algo importante para o garoto.

- Não acha o garoto muito novo para tais palavras, Mon? – disse uma voz atrás de Fergussen. [Continua]

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Catedral de São Sebastião Pt. 1

“Se não lutar pela sua vida, lutará pela sua morte.”

Mon Fergussen

I – A Catedral de São Sebastião

Em meio a um lindo campo ao leito de um lago com pequenas cachoeiras repousava a Catedral de São Sebastião. Era um canto muito calmo e tranqüilo onde viviam alguns sacerdotes e monges. A Catedral em si era magnífica. Era linda nos mínimos detalhes. Tinha uma fortificação em torno dela. Era erguida em pedra com uma gigantesca cruz no alto em cima da torre do sino. Cada pequena pedra foi colocada com o máximo cuidado e rigor para que ficasse perfeita. Internamente era mais bonita ainda. Imensa, cheio de ícones e estátuas simbolizando a crucificação de Jesus, um tapete vermelho que levava desde a entrada até o altar. Ah, o altar. Uma mesa no meio que cabiam, pelo menos, 12 pessoas de frente para os fiéis, toda dourada com detalhes nas sustentações, cadeiras de mogno e almofadas vermelhas, uma maior no meio. No centro da mesa um grande cálice de ouro com pedras em torno de sua boca todo detalhado, simbolizando o santo graal. Uma estátua em escala 2:1 de cristo crucificado, com todo o sofrimento e a coroa de espinhos. Enfim, um monumento.
Em meio a tanta beleza vivia Sebastien e seu mestre Demetrius Fergussen. Sebastien era um garoto novo, havia 10 anos que chegara à catedral e Mon Fergussen havia se responsabilizado para dar os ensinamentos da Igreja ao garoto e ensina-lo técnicas de combate para que, um dia, viesse a se tornar um guerreiro de Deus para proteger a catedral como os muitos outros monges que viviam ali, mas Fergussen sentia que aquele garoto era especial, devido à maneira misteriosa de como chegara à catedral. [Continua]

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Prólogo Pt. 2

Aquele exercito de homens vestido de preto como a morte parecia ter sido enviado do inferno apenas para a aquela carnificina. Nada saqueavam. Guerreiros com armaduras negras e olhos flamejantes de ódio entravam nas casas, degolavam as mulheres, perfuraram homens, estripavam as crianças e partiam para outro casebre recomeçar o ciclo. Um pequeno grupo de homens tentou enfrenta-los com as ferramentas de colheita. Obviamente em vão. Antes que pudessem empunhar de verdade suas armas, três dardos, partidos do mesmo arco, acertaram-lhes a testa.
Não durou mais de uma hora a morte de aproximadamente 200 pessoas. Quando olharam em volta e viram que não havia nenhuma outra alma em pé urraram como leões o exército negro, levantando suas armas, em comemoração. Surge então a figura de um homem alto com as vestimentas do exercito, mas em armadura mais imponente, com uma grande capa toda na cor da morte em cima de um trono que mais parecia uma cama, todo detalhado com figuras como caveiras, panteras, dragões, carregado por doze homens. Ele levanta apenas as mãos e os homens param imediatamente. O homem imponente levanta-se e todos os outros homens, exceto os que carregavam o trono, ajoelham-se. Ele chama por um de seus guerreiros por um nome incompreensível e este se levanta. O aparente líder faz uma pergunta com palavras que não conseguiríamos repetir para este guerreiro em pé. O guerreiro olha em volta, só vê chamas e ruínas e faz sinal de positivo com a cabeça. O homem imponente senta-se novamente e estala os dedos. Os homens que o carregam, imediatamente, dão meia volta e o leva para a direção que vieram. O guerreiro e as cavalarias o seguem. Em meio àquela escuridão eles desaparecem da mesma maneira que surgiram: como assombrações infernais. Nenhum ser vivo restou, nenhum bem e nenhuma construção. Apenas ruínas, sangue e brasa no chão e esta última não demorou muito para ser engolida pela noite. [ Fim do Prólogo]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

[Comece por aqui] Início: Quem, o que e por quê.

Quem?:
Olá, sou Elton Paes, 18 anos, natural de Sorocaba-SP. Resolvi criar esse blog para poder compartilhar minhas idéias, não sobre o mundo ou sobre a vida, mas uma história. Bom talvez realmente tenha sobre o mundo e sobre a vida, mas é uma história. Tento passar minhas idéias atraves dela.

O quê?:
A história basea-se na idade média, basicamente nos tempos das cruzadas.
Bom, quem tem um pouco de conhecimento sabe como foram as cruzadas. Uma grande chacina para a posse da "Terra Santa" e para provar qual Crença estava certa. Na minha opinião uma grande bobagem. Não vou relatar uma história sobre os cruzados e tentar mostrar quem estava certo. A visão de cruzado que quero mostrar é outra. É um cruzado que não tenta atravessar o continente para proteger a terra santa, mas atravessar sua mente para encontrar a paz. Alguém que em meio a tanto sangue e tanta pressão, só quer sair de tudo aquilo e ter uma vida normal.

Mas... Por quê?
Bom, Primeiro porque eu quis. Segundo por que temos um projeto de um banda com músicas que vai contar a história de nosso cruzado. Já temos duas prontas que vocês podem conferir aqui: http://rapidshare.com/files/68663309/Sign_of_the_cross_solo2_1_.mp3.html
e aqui: http://www.youtube.com/watch?v=EskqSX6mr30&e

(Talvez tenhamos que ensaiar mais, porém o que vale é a intenção! Eheh.)

Espero realmente que gostem. Se não gostarem tudo bem, pelo menos vai me servir para me por em meu lugar e para de inventar baboseiras. Obrigado e boa leitura! :)

Prólogo Pt. 1

ELTON PAES

A CRUZADA



"Pai, perdoe aqueles que acham que não sei o que faço, pois eles não sabem o que dizem."

Gothe Wengenssen

Prólogo:

A noite era escura e silenciosa, podia-se ouvir o vento cantando por entre as folhas ao longe, algumas poucas tochas iluminavam a noite no vilarejo Nanzur. Tudo parecia calmo e tranqüilo, mas sempre há o silencio que precede a tempestade. Ouve-se então rebuliços de cavalos e passos firmes e pesados de uma multidão, um exército nem um pouco amigável aproximava-se. A cidade levanta-se e alguns saem de suas casas para ver, outros apenas observam pela janela. Azar de quem optou por sair de suas casas. A essa altura os cavalos já estavam muito próximos e começaram a chacina por estes. Azar também de quem resolveu se trancar em casa, pois as flechas incandescentes, ao tocar a palha dos telhados, faziam incêndios em minutos. Azar de quem estava naquele vilarejo. [Continua]