sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A Catedral de São Sebastião Pt. 3

- Não acha o garoto muito novo para tais palavras, Mon? – disse uma voz atrás de Fergussen. Era Mon Sans Dionisus. Um homem barbudo assim como Fergussen porém com barbas brancas e uma cicatriz em seu rosto. Fergussen, pela voz, já sabia quem era. Levantou-se vagarosamente e virou para Dionisus.
- Não, Mon Dionisus, você sabe que ele é o escolhido e ele tem que se acostumar com isso desde cedo.
- O escolhido? – questionou Dionisus – mas por que ele, em meio a tantos jovens que treinas, Mon?
- Ele tem um espírito e uma áurea diferente dos demais, além disso o modo como chegou aqui mostra isso.
- O modo como chegou? Carregado por...
- Nós sabemos como ele chegou! – Interrompeu Fergussen – E só nós sabemos. Por favor, mantenha isso em segredo! - Mon Dionisus pareceu não gostar daquela ordem, mas obedeceu. Os dois se encararam por alguns segundos quando o próprio Dionisus quebrou o silêncio.
- Creio que sabe o que está fazendo, Mon. – Disse em sinal de respeito.
- Sim, Dionisus – respondeu Fergussen – Eu não sei o que está acontecendo, você nunca fora de duvidar de mim assim como eu sempre confiei em você!
- Desculpe, Mon! – disse Dionisus deveras envergonhado
- Ora, claro! Venha cá, dê-me um abraço, irmão.
Eles tiveram um rápido abraço não muito afetuoso como costumava ser anos atrás. Visivelmente algum empecilho atrapalhava a relação dos dois que já havia sido muito harmoniosa e Fergussen temia que fosse o garoto. Eles caminharam para lado opostos. Fergussen foi se preparar para dar as aulas de combate e Dionisus foi em direção as escadas que levavam aos quartos. Terças, quintas e sábados os jovens da catedral tinham aulas de combate com Mon Fergussen. Segundas, quartas e sextas tinham catequese com Mon Dionisus. Domingos de manha era dia de visita ao Bispo, o responsável supremo da catedral. Era um senhor muito velho o qual chamavam de Pai Giuseppe. Este muito debilitado não saia de seu quarto, por isso havia dividido a responsabilidade igualmente aos homens que mais confiava: os próprios Fergussen e Dionisus, aquele que tem a sabedoria e aquele que tem o conhecimento. E tinha sido uma sábia e harmoniosa escolha até então. [Fim do Capítulo I]

3 comentários:

  1. É o James cara...

    Olha gostei bastante...me avisa quando postar mais...
    A história até aqui é bem interessante...criativa e bem bolada...como vc é escritor de primeira viajem acredito eu...tem algumas coisas que ainda deixam a desejar mas isso vc melhora com o tempo...mas a história é bem legal sim cara...
    Me avisa quando postar mais...estou curioso para ler....

    Flw abrass....

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  2. os dois tinham uma relação no passado...huuummm....
    bem que eu suspeitava..
    mas depois de um jovem qual quer relacionamento vai por agua a baixo....

    vlw ae....


    u
    p

    t
    h
    e

    c
    r
    o
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    !
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